segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Vou te contar...

Quando estou com você, meus pés não ficam no chão. E essa coisa de ficar sem chão aconteceu na primeira vez que o vi. Foi no momento em que me rendi ao seu sorriso que voei, para longe. E mais distante eu fui quando eu me apaixonei por todo o seu resto.
Como não estou acostumada, me perco entre as nuvens, erro caminhos e estranho o céu. O céu que é mais vivo, mais intenso, mais azul. Então eu aceito um presente sem futuro, uma presença na ausência. E confesso que aceitar isso, para quem tinha os pés no chão, é difícil. Mais complicado ainda é me ver em espiral, eu que gosto tanto de linhas retas.
Entretanto, a sensação do vento batendo na cara, das pernas no ar, é boa. É gostosa. Você me mostra a leveza da vida e, mesmo longe, descomplica a minha rotina. Por isso essa vontade súbita e constante de lhe consumir. De absorver a sua presença.
Eu vejo cores em você. Cores que nem Almodóvar enxergaria, cores que eu e você, juntos, pintamos.

4 comentários:

  1. Que lindo, Lari. E que privilégio ele tem...

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  2. Isso passa...fique tranquila...

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  3. que lindooooooooooooooooooooooooooooooooooo!
    "...eu que gosto tanto de linhas retas me vejo em espiral..."
    Lari, você é SHUMP.

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Porque quem comunica se trumbica.